Dia de Bruxo

algumas memorias, passagens lembranças, as vezes poemas, enquetes e lembranças… noutras cançoes emoçoes e lembranças… e algumas vezes só lembranças… quando eu lembro de postar né… *rs

Ando meio desligado…..

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titulo confuso não?

pois é…

estou confuso…

ou continuo confuso

ou sou confuso….

 

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh… "Estou hoje dividido entre a lealdade que devo. À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro"

Filosofia matinal

Postado por heber.martins em Sem categoria

Hoje me sinto confuso

Hoje me sinto perdido em conflitos

Hoje me sinto estranho.

Não sei o que quero,

Ando a passos rápidos em ruma a um precipício e não sei se posso parar, ou se devo parar, ou se quero parar.

Ajo por instinto?

Ajo por lógica?

Ajo por sentimento?

Não sei explicar mas se tudo ao menos uma destas fosse certa poderia me tranquilizar.

Sinto-me hoje como um tolo que faz truques para uma plateia, todos dizem: "muito bem, parabéns!" e eu sorrio e digo "não tem de queijo, só de batatas"…

confuso?

Exatamente o que quis dizer…

Queria um farol, queria uma boia, queria uma rede de proteção, queria um plano B, queria uma rota de fuga, uma válvula de escape, um farol, uma trava de segurança…

Mas é tarde… Pulei do penhasco e vejo tudo correr em direção oposta a da gravidade que me puxa… não sei como fazer parar, nao sei sequer o que quero como saberei fazer parar?

maldita eterna insatisfação que assola os que são como eu…

 Campos estava certo… "come chocolates pequena suja… não ha metafisica como este chocolate menina suja de Àlvaro de campos, não ha metáfora como a tabacaria, não há pensamento mais iluminado que o do mais desiluminado dos seres, aquele que sabe que nada pode, e se basta com esta verdade…

Tendo isto posto devo continuar meu dia… e ver no que dá essa sequencia de fatos retumbantes…

By Binho Damar 

EU TO VOLTANDO!!!

acho que vou voltar mais por aqui…

escrever pra estravasar

ou wherever….

Samba de uma nota só

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Pensamento noturno - soturno…

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Em pensar nesse momento
Tão cru tão vazio
Que tudo que tive foram nada senão migalhas dormidas do seu pão.
Raspas e restos…
Pequenas porções de ilusão…
Isso é o que é maquiavelismo. Alimente-o, mas não  o suficiente pra que se sinta saciado, ou tão pouco para que morra de fome…
Foi assim comigo… Como quem se adestra a um cãozinho…
Ha… A vida é mesmo uma grande comedia…
Jogue o osso pra eu pular…
Um biscoito por fingir de morto
Mas se não atender o comando.
“garoto mal” umas jornaladas e vá dormir na casinha…
Coisa realmente engraçada a vida…
Ha….

Portugal Infinito, onze de junho de mil novecentos e quinze…
Hé-lá-á-á-á-á-á-á!
De aqui de Portugal, todas as épocas no meu cérebro,
Saúdo-te, Walt, saúdo-te, meu irmão em Universo,
Eu, de monóculo e casaco exageradamente cintado,
Não sou indigno de ti, bem o sabes, Walt,
Não sou indigno de ti, basta saudar-te para o não ser…
Eu tão contíguo à inércia, tão facilmente cheio de tédio,
Sou dos teus, tu bem sabes, e compreendo-te e amo-te,
E embora te não conhecesse, nascido pelo ano em que morrias,
Sei que me amaste também, que me conheceste, e estou contente.
Sei que me conheceste, que me contemplaste e me explicaste,
Sei que é isso que eu sou, quer em Brooklyn Ferry dez anos antes de eu nascer,
Quer pela Rua do Ouro acima pensando em tudo que não é a Rua do Ouro,
E conforme tu sentiste tudo, sinto tudo, e cá estamos de mãos dadas,
De mãos dadas, Walt, de mãos dadas, dançando o universo na alma.
Ó sempre moderno e eterno, cantor dos concretos absolutos,
Concubina fogosa do universo disperso,
Grande pederasta roçando-te contra a adversidade das coisas,
Sexualizado pelas pedras, pelas árvores, pelas pessoas, pelas profissões,
Cio das passagens, dos encontros casuais, das meras observações,
Meu entusiasta pelo conteúdo de tudo,
Meu grande herói entrando pela Morte dentro aos pinotes,
E aos urros, e aos guinchos, e aos berros saudando Deus!
Cantor da fraternidade feroz e terna com tudo,
Grande democrata epidérmico, contágio a tudo em corpo e alma,
Carnaval de todas as ações, bacanal de todos os propósitos,
Irmão gêmeo de todos os arrancos,
Jean-Jacques Rousseau do mundo que havia de produzir máquinas,
Homero do insaisissable de flutuante carnal,
Shakespeare da sensação que começa a andar a vapor,
Milton-Shelley do horizonte da Eletricidade futura! incubo de todos os gestos
Espasmo pra dentro de todos os objetos-força,
Souteneur de todo o Universo,
Rameira de todos os sistemas solares…
Quantas vezes eu beijo o teu retrato!
Lá onde estás agora (não sei onde é mas é Deus)
Sentes isto, sei que o sentes, e os meus beijos são mais quentes (em gente)
E tu assim é que os queres, meu velho, e agradeces de lá —,
Sei-o bem, qualquer coisa mo diz, um agrado no meu espírito
Uma ereção abstrata e indireta no fundo da minha alma.
Nada do engageant em ti, mas ciclópico e musculoso,
Mas perante o Universo a tua atitude era de mulher,
E cada erva, cada pedra, cada homem era para ti o Universo.
Meu velho Walt, meu grande Camarada, evohé!
Pertenço à tua orgia báquica de sensações-em-liberdade,
Sou dos teus, desde a sensação dos meus pés até à náusea em meus sonhos,
Sou dos teus, olha pra mim, de aí desde Deus vês-me ao contrário:
De dentro para fora… Meu corpo é o que adivinhas, vês a minha alma —
Essa vês tu propriamente e através dos olhos dela o meu corpo —
Olha pra mim: tu sabes que eu, Álvaro de Campos, engenheiro,
Poeta sensacionista,
Não sou teu discípulo, não sou teu amigo, não sou teu cantor,
Tu sabes que eu sou Tu e estás contente com isso!
Nunca posso ler os teus versos a fio… Há ali sentir demais…
Atravesso os teus versos como a uma multidão aos encontrões a mim,
E cheira-me a suor, a óleos, a atividade humana e mecânica.
Nos teus ver sos, a certa altura não sei se leio ou se vivo,
Não sei se o meu lugar real é no mundo ou nos teus versos,
Não sei se estou aqui, de pé sobre a terra natural,
Ou de cabeça pra baixo, pendurado numa espécie de estabelecimento,
No teto natural da tua inspiração de tropel,
No centro do teto da tua intensidade inacessível.
Abram-me todas as portas!
Por força que hei de passar!
Minha senha? Walt Whitman!
Mas não dou senha nenhuma…
Passo sem explicações…
Se for preciso meto dentro as portas…
Sim — eu, franzino e civilizado, meto dentro as portas,
Porque neste momento não sou franzino nem civilizado,
Sou EU, um universo pensante de carne e osso, querendo passar,
E que há de passar por força, porque quando quero passar sou Deus!
Tirem esse lixo da minha frente!
Metam-me em gavetas essas emoções!
Daqui pra fora, políticos, literatos,
Comerciantes pacatos, polícia, meretrizes, souteneurs,
Tudo isso é a letra que mata, não o espírito que dá a vida.
O espírito que dá a vida neste momento sou EU!
Que nenhum filho da… se me atravesse no caminho!
O meu caminho é pelo infinito fora até chegar ao fim!
Se sou capaz de chegar ao fim ou não, não é contigo,
E comigo, com Deus, com o sentido-eu da palavra Infinito…
Pra frente!
Meto esporas!
Sinto as esporas, sou o próprio cavalo em que monto,
Porque eu, por minha vontade de me consubstanciar com Deus,
Posso ser tudo, ou posso ser nada, ou qualquer coisa,
Conforme me der na gana… Ninguém tem nada com isso…
Loucura furiosa! Vontade de ganir, de saltar,
De urrar, zurrar, dar pulos, pinotes, gritos com o corpo,
De me cramponner às rodas dos veículos e meter por baixo,
De me meter adiante do giro do chicote que vai bater,
De ser a cadela de todos os cães e eles não bastam,
De ser o volante de todas as máquinas e a velocidade tem limite,
De ser o esmagado, o deixado, o deslocado, o acabado,
Dança comigo, Walt, lá do outro mundo, esta fúria,
Salta comigo neste batuque que esbarra com os astros,
Cai comigo sem forças no chão,
Esbarra comigo tonto nas paredes,
Parte-te e esfrangalha-te comigo
Em tudo, por tudo, à roda de tudo, sem tudo,
Raiva abstrata do corpo fazendo maelstroms na alma…
Arre! Vamos lá pra frente!
Se o próprio Deus impede, vamos lá pra frente Não faz diferença
Vamos lá pra frente sem ser para parte nenhuma
Infinito! Universo! Meta sem meta! Que importa?
(Deixa-me tirar a gravata e desabotoar o colarinho .
Não se pode ter muita energia com a civilização à roda do pescoço …)
Agora, sim, partamos, vá lá pra frente.
Numa grande marche aux flabeux-todas-as-cidades-da-Europa,
Numa grande marcha guerreira a indústria, o comércio e ócio,
Numa grande corrida, numa grande subida, numa grande descida
Estrondeando, pulando, e tudo pulando comigo,
Salto a saudar-te,
Berro a saudar-te,
Desencadeio-me a saudar-te, aos pinotes, aos pinos, aos guinos!
Por isso é a ti que endereço
Meus versos saltos, meus versos pulos, meus versos espasmos
Os meus versos-ataques-histéricos,
Os meus versos que arrastam o carro dos meus nervos.
Aos trambolhões me inspiro,
Mal podendo respirar, ter-me de pé me exalto,
E os meus versos são eu não poder estoirar de viver.
Abram-me todas as janelas!
Arranquem-me todas as portas!
Puxem a casa toda para cima de mim!
Quero viver em liberdade no ar,
Quero ter gestos fora do meu corpo,
Quero correr como a chuva pelas paredes abaixo,
Quero ser pisado nas estradas largas como as pedras,
Quero ir, como as coisas pesadas, para o fundo dos mares,
Com uma voluptuosidade que já está longe de mim!
Não quero fechos nas portas!
Não quero fechaduras nos cofres!
Quero intercalar-me, imiscuir-me, ser levado,
Quero que me façam pertença doída de qualquer outro,
Que me despejem dos caixotes,
Que me atirem aos mares,
Que me vão buscar a casa com fins obscenos,
Só para não estar sempre aqui sentado e quieto,
Só para não estar simplesmente escrevendo estes versos!
Não quero intervalos no mundo!
Quero a contigüidade penetrada e material dos objetos!
Quero que os corpos físicos sejam uns dos outros como as almas,
Não só dinamicamente, mas estaticamente também!
Quero voar e cair de muito alto!
Ser arremessado como uma granada!
Ir parar a… Ser levado até…
Abstrato auge no fim cie mim e de tudo!
Clímax a ferro e motores!
Escadaria pela velocidade acima, sem degraus!
Bomba hidráulica desancorando-me as entranhas sentidas!
Ponham-me grilhetas só para eu as partir!
Só para eu as partir com os dentes, e que os dentes sangrem
Gozo masoquista, espasmódico a sangue, da vida!
Os marinheiros levaram-me preso,
As mãos apertaram-me no escuro,
Morri temporariamente de senti-lo,
Seguiu-se a minh’alma a lamber o chão do cárcere privado,
E a cega-rega das impossibilidades contornando o meu acinte.
Pula, salta, toma o freio nos dentes,
Pégaso-ferro-em-brasa das minhas ânsias inquietas,
Paradeiro indeciso do meu destino a motores!
He calls Walt:
Porta pra tudo!
Ponte pra tudo!
Estrada pra tudo!
Tua alma omnívora,
Tua alma ave, peixe, fera, homem, mulher,
Tua alma os dois onde estão dois,
Tua alma o um que são dois quando dois são um,
Tua alma seta, raio, espaço,
Amplexo, nexo, sexo, Texas, Carolina, New York,
Brooklyn Ferry à tarde,
Brooklyn Ferry das idas e dos regressos,
Libertad! Democracy! Século vinte ao longe!
PUM! pum! pum! pum! pum!
PUM!
Tu, o que eras, tu o que vias, tu o que ouvias,
O sujeito e o objeto, o ativo e o passivo,
Aqui e ali, em toda a parte tu,
Círculo fechando todas as possibilidades de sentir,
Marco miliário de todas as coisas que podem ser,
Deus Termo de todos os objetos que se imaginem e és tu!
Tu Hora,
Tu Minuto,
Tu Segundo!
Tu intercalado, liberto, desfraldado, ido,
Intercalamento, libertação, ida, desfraldamento,
Tu intercalador, libertador, desfraldador, remetente,
Carimbo em todas as cartas,
Nome em todos os endereços,
Mercadoria entregue, devolvida, seguindo…
Comboio de sensações a alma-quilômetros à hora,
À hora, ao minuto, ao segundo, PUM!
Agora que estou quase na morte e vejo tudo já claro,
Grande Libertador, volto submisso a ti.
Sem dúvida teve um fim a minha personalidade.
Sem dúvida porque se exprimiu, quis dizer qualquer coisa
Mas hoje, olhando para trás, só uma ânsia me fica —
Não ter tido a tua calma superior a ti-próprio,
A tua libertação constelada de Noite Infinita.
Não tive talvez missão alguma na terra.
Heia que eu vou chamar
Ao privilégio ruidoso e ensurdecedor de saudar-te
Todo o formilhamento humano do Universo,
Todos os modos de todas as emoções
Todos os feitios de todos os pensamentos,
Todas as rodas, todos os volantes, todos os êmbolos da alma.
Heia que eu grito
E num cortejo de Mim até ti estardalhaçam
Com uma algaravia metafisica e real,
Com um chinfrim de coisas passado por dentro sem nexo.
Ave, salve, viva, ó grande bastardo de Apolo,
Amante impotente e fogoso das nove musas e das graças,
Funicular do Olimpo até nós e de nós ao Olimpo.

Uma quarta feira a noite

Postado por heber.martins em Sem categoria

“tanta coisa ainda por dizer, do meu amor imenso por você,

Quantas palavras ficaram no ar, suspensas pra sempre perdidas no mundo

Sem encontrar você, o susto foi grande o medo passou, agora o vazio me ocupou,

Queima meu corpo, rompe meus sonhos, mas sei que não quero me enganar de novo,

Você arrancou os frutos sadios, você entornou o meu coração”

Uma certa vez disse a uma pessoa que eu escrevo apenas quando meu peito transborda de sentimento, e assim eu extravaso na escrita. Justamente por isso escrevo essas linhas.

A ultima vez que escrevi foi as vésperas de meu aniversário, muitas coisas aconteceram desde então, e nada aconteceu desde então.

Tenho refletido muito sobre uma conversa que tive com minha irmã, desde essa conversa tem sido mais difícil suportar o vazio.

Todos amamos, todos amaremos ao menos uma vez em nossas vidas, outros terão tantos amores que mal saberão o que é amar, existem amores superficiais e profundos, e todos os níveis e escalas possíveis entre os dois.

Eu já tive um amor, do tipo mais profundo que possa conceber, e quando tive que tira-lo de mim, a dor foi como a de um coração esfacelado, como a terra que erodi quando se arranca um arbusto pela raiz e que parte da raiz é terra que não pode ser devolvida.

Esse buraco deixado pra trás nunca fechou completamente, mas eu continuei em frente. Vinicius tem um poema em que isso fica claro. Momentos de separação são lembrados em tons de cinza, e quando andamos em frente, apesar de a vida se colocar no ritmo cotidiano, sempre há o sentimento de que uma parte de nossas vidas foi deixada pra trás, presa na porta que foi fechada, mas não podemos olhar a trás.

Essa parte nos faz falta a cada dia, e o maior desafio na caminhada é conseguir permitir que um novo amor nos toque, permitir que alguém entre em meu coração se prova cada dia mais difícil, mais frustrante.

Mas o pior é quando isso acontece. Estranho achar que isto é o pior, mas sim, é.

É pior pois a frustração de se perder alguém que finalmente quebrou suas defesas, que finalmente te fez sentir vivo novamente, a sensação é terrível. Como pode ser possível, como alguém pode recusar algo tão difícil de se doar?

A algum tempo atrás estive nessa situação, me doei, me permiti sentir, me permiti gostar de alguém… tudo ia bem, ou eu assim pensava.

Quando menos esperei tudo se virou sobre minha cabeça, mentiras e desculpas… “juro que não foi por mal, eu não queria machucar você, prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez, sempre as mesas desculpas e desculpas nem sempre são sinceras, quase nunca são” já disse Renato Russo.

Às vezes penso nela, às vezes mais do que gostaria de admitir… e cada vez dói como no momento da ferida.

“a dor é minha, em mim doeu, a culpa é sua o samba é meu, então não vamos mais brigar, saudades fez um samba em seu lugar…”

O amor, quanto realmente vale a pena? O quanto é realmente bom?

Renato Russo disse em outra musica “se o amor fosse realmente um balsamo, o mundo não pareceria tão equivocado” e chico Buarque que “o amor jamais foi um sonho, o amor eu bem sei, já provei e é um veneno medonho”.

Não sei se estou fazendo sentido, estou em outro momento de catarse, escreve o que penso, sem lógica, sem réguas…

Não tenho propósito ao escrever isso, apenas transbordar o que sinto nesse momento.

O mais estranho é tentar entender qual tem sido meu erro…. tenho sido ansioso, tenho ânsia de viver de ser feliz; tenho sido desconfiado, gato escaldado tem medo de agua fria. Tenho tantos defeitos quantos posso lembrar e enumerar, mas quem não os têm?

Será um defeito tão grave querer ser feliz? “eu quero a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida”

Tantas palavras ficaram no ar, suspensas pra sempre… perguntas sem respostas, ações sem sentido…

Aos poucos vou escrevendo, aos poucos vou me esvaindo, aos poucos vou me libertando… será que você ainda pensa em mim? Essa seria uma pergunta que não quer calar…

Um sábado a noite

Postado por heber.martins em Sem categoria

Sábado a noite, uma noite fria, um sábado frio de carnaval. Chuvoso, triste… muito triste…

Estou a dois dias dos meus trinta anos, e carrego em meus ombros todo o fardo que significa isso.

A alguns dias, ouvi em algum lugar “os trinta anos representam um marco na vida de um ser humano. Representa o fim da juventude e o inico da maturidade”, eu vejo com olhos mais amargos, eu vejo como o fim de uma subida e o inicio de uma descida…

Eis ai uma coisa engraçada, como descer se pouco se subiu? Como esperar com otimismo os dias que hao de vir?

Vivi tantas coisas nesses últimos 10 anos, amei, sofri, sorri, chorei… como qualquer outro ser humano na face da terra… lutei, corri, tentei, e ainda assim me sinto vencido, me sinto perdido… Fernando Pessoa escreveu linhas sublimes ao escrever tabacaria “Vivi, estudei, amei e até cri, e hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.” Faço minhas suas palavras, hoje poderia recitar tabacaria inteiro e me sentir irmão de Alvaro de Campos, eu também sinto que fiz de mim o que não soube… tenho sufocado meus sentidos, tentado me entorpecer em dias vazios, dias em que pensar não é uma atividade bem vinda, dias de morosidade e lentidão.

Amei com uma força tão vigorosa que faria corar os mais ardorosos poetas, e com isso conquistei feridas que poucos aguentariam. Eu mesmo mal aguentei minha queda… poderia eu por esse único motivo, não mais amar…

Vaguei de sentimento em sentimento, me neguei a acreditar que deveria desistir… e após cada tentativa, após cada florescer veio um golpe, um golpe mais forte que o outro…

Não, não me julgo inocente ou vitima da vida… a penas um péssimo jogador, já disse isso em outras ocasiões, a vida é um jogo… mas me parece um jogo de cartas marcadas… um jogo em que fiz muitas jogadas erradas; blefei mal, joguei mal, quando pudia ganhar simplesmente corri do jogo, quando só tinha a perder apostei todas minhas fichas… Insisto, não me vejam como alguém que apenas lamenta seu destino, alias, destino me parece algo cada dia menos plausível.

Tive muitos bons momentos, momentos de risos, de alegria, de prazer, de satisfação, de saciedade… mas hoje olhando pra trás me dou conta que talvez não o tenha aproveitado da melhor forma… “carpe dien” foi uma lição que jamais aprendi direto.

O hoje me parece tão “pointless” sem propósito, eu me sinto sem propósito. Sei que deve ser um tanto quanto decepcionante, depois de tanto tempo sem escrever, me propor a escrever um texto tão “rasgado”… esta é minha única forma de colocar exatamente como me sinto, a dois dias de meu aniversário.

Amargo, vazio, seco, frio…

Joguei fora muitas oportunidades, tentei me convencer de que a vida de solteiro seria melhor, depois de ter me frustrado um certo numero de vezes… isso me tornou mais defensivo, mais amargo e mais frio… Certas vezes eu me agarro ao pouco que sinto e tento ser o que fui um dia, fui mais doce, mais ingênuo, mais puro… Dizem que me tornei mais forte, eu costumo dizer que me tornei mais forte… Na verdade criei uma casca, um escudo tão espesso que não sei se posso atravessa-lo.

Ser tratado como um coitado me perturbava tanto, que criei uma mascara para sempre parecer bem, sempre parecer forte, sólido, consistente, plácido… “Quando quis tirar a máscara, estava pegada à cara. Quando a tirei e me vi ao espelho, já tinha envelhecido.” E novamente Pessoa está certo… Não vejo no espelho o que era, e não sei o que vejo quando olho para o espelho…

Cada dia, afasto mais pessoas de mim, cada dia me fecho mais…

Tenho tentado, tenho tentado fortemente sinalizar, vez por outro jogo uma corda na esperança que alguém especial agarre e entre na minha vida… Invada minha vida contra minha vontade, tire o pó das coisas, coloque alguma musica, encha o lugar de vida, de entusiasmo de alegria… Mas a cada tentativa a corda é recusada e eu me torno mais distante…

“i don’t wanna die, sometimes i wish i never been born at all”, é o que está tocando agora, e eu entendo o sentimento.

Vejo as pessoas a minha volta, tão alheias a tudo, tão ignorantes do mundo a sua volta, tão desconhecedores de si e dos outros, tão felizes… só posso concordar, a ignorância É UMA BENÇÃO.

Não conquistei nada, não fiz nada, não construí nada… mas posso dizer que marquei, marquei muitas pessoas, ou ao menos tentei marcar o máximo de pessoas ao meu alcance. Fui ouvinte, vidente, conselheiro, amigo, responsável, amante… Fui o que pude ser, pra cada pessoa, tentei ser o que cada pessoa precisou de mim – calma a quem lê isso não é uma carta de despedidas para esse mundo cruel, só uma visita ao meu passado às vésperas do que posso vir a ser. – eventualmente fui opositor, maquiavélico e quem sabe tenha sido inclusive cruel algumas vezes, não posso dizer que me orgulho disso, mas contra fatos não há argumentos. Em minha infância fui infeliz, por ser desconhecido, por ser apagado, segregado, esquecido. Me tornei diferente; a isso tenho que agradecer ao Tolo, ele descreveu essa passagem de maneira que só ele poderia, ele me ensinou a mostrar pras pessoas o que eu poderia ser, ele me ensinou a sair do desconhecido, a formar meus laços. Sinto tanto a sua falta meu amigo, nesse momento queria muito que estivesse aqui.

Espero que me perdoem pela desconexão entre meus argumentos, estou embriagado de um sentimento que não ser descrever, mas me sinto como submerso até o pescoço em areia movediça, tentando me desvenciliar, e me afogando ainda mais. São cinco horas da manha, não tenho mais certeza do que escrevo, talvez volte a escrever linhas como estas, talvez vire meu próprio diário de bordo, se eu aprender a lidar com datas estelares…..rs

Quem diria!

Postado por heber.martins em Sem categoria

nao é que esse humilde e desatualizado tem lá o seu valor…rs

http://stimator.com/diadebruxo-blog-terra-com-br

deem uma olhada!!!

Poeminha atrasado

Postado por heber.martins em Sem categoria

gosto de ti,
quisera eu ter palavras pra dizer
quisera eu saber o que sentes
quisera eu ter te ao meu lado

as vezes estás perto,
as vezes foges
do que te escondes?
o que se passa…?

agora escrevo…
como a muito tempo nao tenho escrito
e diz-me que sou fissurado
que tenho inclinação a loucura…

loucura que é causada pela poesia.
sim sou enlouquecido
e a cada palavra sua mais me encontro
em loucura e devaneio

a tempos sobre ti escrevi,
sem saber se te encontraria…
quisera eu ter a certeza
quisera eu ter o teu beijo

quisera eu saber o que pensa
quisera eu saber do que gosta
tudo o que gostaria, de saber
me colocar no teu mundo

estranhamente unica,
infinitamente linda
inconsequentemente me conquistou
e agora que hei de fazer…

me tirou de um dia cinza
em que eu vivia sem graça
me trouxe para um mundo que a muito tempo não sentia
vivo, colorido, intenso, pulsante

e agora?
muitos já escreveam sobre isso..
ma nao sei como escrever diferente
preciso tentar,
preciso arriscar
tudo ou nada
sim ou não
matar a duvida
mesmo que tenha que partir
mesmo que me parta
mesmo que você parta

meu peito inunda de poesia
isso de forma alguma é bom
mas é fato
a muito anseio sair da sombra.
a muito anseio sentir novamente
mas é tao raro esse medo que sinto
é uma mistura de medo e verdade
de medo e senimento
esse sentimento é tão dificil de sentir
despojo-me de minhas defesas
abaixo minha guarda
mesmo sabendo que posso me ferir
mas é melhor se ferir a nunca ter tido a chance de sentir
é hoje… de hoje não passa
hoje irei lhe falar
posso estar destruido amanha
ou estar reconstruido
tenho que tentar
devo tentar
o que serei depois disso só sabem os deuses
se leras isso só eu saberei
depois de hoje eu saberei
queria ser mais paciente
queria nao ter tanta ansia de ser feliz
queria nao sentir tanta ansia de viver
você me dá essa sensação de vida
e nao posso deixa-la partir
nao sem saber o que ah de ser
espero que me entenda
espero que me corresponda
espero que vivamos
espero que seja fato
talvez leia isso mesmo nao sendo fato
sera minha ode ao que poderia ter sido
ou minha ode ao que ode ser
transborda meu peito de poesia
quantas vezes poderei dizer isso?
espero poder olhar em teus olhos muito mais
para que deste poço prodfundo e negro
eu possa me abastecer de mais poesia
de mais verdade
de mais sentimento
de mais e mais e mais

gosto de ti
acho que passei todas essas linhas em bão
poderia ser mais direto
poderia ter dito apenas isso
desde a primeira linha
gosto de ti
e como gosto de ti nao posso ser tão direto
a comicidade da vida me espanta
as palavras que mais quero dizer,
são as que ficam presas em minha garganta
gritando dentro do peito
mas se disse-las com essa intensidade
certamente te assustaria
certamente te perderia
certamente nada teria
hei de tentar
espero nao te assustar
mas hei de tentar
preciso dessa ansia meu peito esvair
preciso te falar
de qualquer forma
do como me sinto
do como fico quando estou ao seu lado
posso perde-la
mas se nao tentar o que terei perdido?
nao saberei
hei de tentar
hei de ter coragem
nao podrei te perderdesta forma
ou sempre te terei em meus sonhos.